Feriado de muito som em São Sebastião

O Vento Festival #3 convida a olhar para dentro e construir um novo mundo. O ponto de partida desta viagem é São Sebastião (SP) a partir do dia 15/06.

por Nathalia Birkholz, 14/06/2017

Entre os dias 15 e 18 de junho, O Vento Festival #3 convida a olhar para dentro e, a partir daí, construir um novo mundo. O ponto de partida desta viagem é São Sebastião (SP), a nova casa do festival que apresenta 12 shows no palco principal e muito mais.

Entre os dias 15 e 18 de junho de 2017, a terceira edição do Vento Festival convida todos a realizar uma conexão com o EU, num profundo mergulho profundo para dentro. E antes que haja confusão com o narcisismo, deixamos claro que a proposta é oposta: é sair da superfície, submergir e emergir para criar empatia potente com o TU, com o ELX e, então, fortalecer o coletivo NÓS.

Indivíduo, missão, paixão, essência, raiz e mundo. O VENTO FESTIVAL #3 é sobre isso. Tem a ver com autoconhecimento e empatia para somar. É um convite para o EU ficar mais autêntico e ir para o mundo. Trata-se de uma soma: indivíduo e coletivo. E não de uma divisão entre coletivo e indivíduo. A ideia é unir e não comBATER ou emBATER. Até porque o VENTO não bate, mas sopra e ventila. Assim, ventilou a ideia do coletivo e fez acontecer sua primeira edição, lá em 2015.

Eis o VENTO da vez: um convite a vivenciar e - quem sabe - transformar cada universo particular, para daí - quem sabe - mudar o mundo para melhor. O lineup do festival é um story telling dessa vontade, do início ao fim.

De casa nova, no centro histórico de São Sebastião, o VENTO FESTIVAL #3 começa com uma apresentação da tribo indígena da Aldeia do Rio Silveiras (que fica entre os municípios de Bertioga e São Sebastião, perto de Boracéia): uma ode à ancestralidade, à história, à raiz, à terra e a quem da terra é. E encerra com um libertário cortejo carnavalesco (sim, Carnaval em junho porque Carnaval é coisa nossa) turbinado pelo bloco Tarado Ni Você, tropicalista, livre e explosivo. Entre as atrações estão os 12 shows especialmente escolhidos e desejados pelo VENTO FESTIVAL #3, que ganha apoio, carinho e incentivo da Estrella Galicia. Reconhecida por apoiar a cultura na Europa (e cada vez mais pelo globo), a marca estreia num festival no Brasil. Leva seu nome e seu frescor para o palco principal, o SON Estrella Galicia, que ganha cenografia tropical com espelhos (para que o público também se veja ali, no palco), vegetação nativa e iluminação especial.

É neste lugar que vai ter batuque raiz, referência e reverência à cultura Yorubá (Abayomy Afrobeat Orquestra e Metá Metá). Vai ter o inclassificável (Francisco, el Hombre), o fluído e espontâneo (Tono), o visceral (Macaco Bong). Vai ter poesia em muitas e diferentes formas, leveza sem esforço (Negro Léo, Mombojó), mulheres superpoderosas: Anelis Assumpção, Ava Rocha, Paula Cavalciuk e Dani Nega. E vai ter amor (Do Amor) e catarse.

O lineup do Vento (que além do palco principal também conta com música na Oca, local onde a programação do dia acaba em pista de dança) é formado por artistas e músicos de uma mesma geração, indivíduos que estão entre os 30 ou 40 anos, que são talentosos, multi, generosos e colaboram uns com os outros, participam de projetos mil, reconhecem seus valores individuais e coletivos. Praticam a empatia e assim fazem o mercado deles acontecer. Têm repertório amplo, profundo, sem preconceitos: do afro ao pop, do psicodélico ao crú. Vem de São Paulo, do Rio de Janeiro, do Maranhão, de São Sebastião, da Paraíba, do México, do mundo. Têm a vivência de quem já olhou para dentro e colocou para fora para compartilhar. Talvez por isso sejam tão desapegados aos rótulos e roupagens que lhes possam tirar a liberdade de ser o que já são.

Alguns artistas ainda participarão dos círculos de trocas do VENTO, que são: Vento Ventila e Spotify Talks, abordando temas como: sustentabilidade, capacitação, expressão, voz, cultura, escuta e trabalho. É uma galera que faz, produz, fala, ouve e não desdenha do diferente, mas abraça.

Aceita o convite? Venha olhar para dentro. Dizem que a paisagem é surpreendente. Sempre.

O Vento Festival 2017 tem apoio da Prefeitura de São Sebastião, Estrella Galicia e Red Bull. O Spotify é o player oficial. A realização é da Casco Conecta.

// PALCO SON ESTRELLA GALICIA
curadoria: Anna Penteado

ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA (RJ)
ANELIS ASSUMPÇÃO (SP)
AVA ROCHA (RJ)
BARRO (PE)
BLOCO TARADO NI VOCÊ (SP)
DO AMOR (RJ)
FRANCISCO, EL HOMBRE (BRASIL, MÉXICO)
MACACO BONG (MT)
MOMBOJÓ (PE)
METÁ METÁ (SP)
NEGRO LEO (RJ)
PAULA CAVALCIUK (SP)
TONO (RJ)

+ MICROFONE ABERTO
MULAMBA (PR) banda selecionada por votação pública

// OCA VENTO #3
Vento Festival + Free Beats convidam

DJ SETS E LIVE PERFORMANCES:
ACAUÃ (Ilhabela, SP)
BEATFLAVOR (SP)
CRACA E DANI NEGA (SP)
DEAF WHALE (PA)
FURMIGA DUB e seu Bando (PB)
JOÃO LAION (SP)
MARI MATS (SP)
MISSION SABOTAGE (SP)
TAG SOUND SYSTEM (SP)
UBUNTO (BA)

LINEUP GERAL VENTO #3

QUINTA-FEIRA _ 15.06.17
15:00 - RITUAL COM OS ÍNDIOS DA ALDEIA RIO SILVEIRAS
16:00 – UBUNTO _ Oca Vento
17:00 - PAULA CAVALCIUK _ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
17:45 - Beatflavor_ Oca Vento
18:45 - DO AMOR_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
20:00 - Tag Sound System_ Oca Vento
21:00 - MOMBOJÓ_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
22:30 – DJ Freebeats _ Oca Vento
23:30 – FRANCISCO, EL HOMBRE_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
24:30 – Mission Sabotage A/V + convidados_ Oca Vento

SEXTA-FEIRA _ 16.06.17
14:00 - SPOTIFY TALKS - Porque o Indie não anda só.
15:00 - SPOTIFY TALKS - Por que você não faz assim?
16:00 - MULAMBA_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
16:45 - João Laion_ Oca Vento
18:00 - NEGRO LEO_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
19:30 - Deaf Whale_ Oca Vento
21:00 - AVA ROCHA_PALCO SON ESTRELLA GALICIA
22:30 – Craca e Dani Nega _ Oca Vento
23:30 - METÁ METÁ_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
24:30 - Free Beats com Mauro Farina e BeatFlavor_ Oca Vento

SÁBADO _ 17.06.17
13:00 - VENTILA_ O poder transformador da cultura _ Oca Vento
14:00 - VENTILA_ Olhe para dentro e construa um novo mundo_ Píer
14:30 – João Laion & Deaf Whale_ Oca Vento
15:30 - BARRO_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
16:30 - BeatFlavor_ Oca Vento
17:30 - TONO_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
18;30 - Ubunto_ Oca Vento
19:45 - MACACO BONG _ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
20:45 - Acauã _ Oca Vento
21:30 - ANELIS ASSUMPÇÃO_ PALCO SON ESTRELLA GALICIA 22:30 - Furmiga Dub e Seu Bando_ Oca Vento
23:30 – ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA _ PALCO SON ESTRELLA GALICIA
24:00 - Free Beats com Mission Sabotage e Mari Mats _ Oca Vento

DOMINGO _ 18.06.17
11:30 - VENTO VENTILA _ É tudo nosso _ Píer
14:00 - VENTO VENTILA _ Como faz isso? _ Oca Vento
15:30 - Concentração para o Cortejo
16:00 - BLOCO TARADO NI VOCÊ
18:00 até 20:00 - Festa de rua Free Beats

+ SPOTIFY TALKS
OCA VENTO_sexta 14h
_duas rodadas de trocas de ideias, experiências e reflexões sobre o mercado de música. Palestra? Não! É troca mesmo.

PORQUE O INDIE NÃO ANDA SÓ.
Convidados abordam o novo momento da música independente no país. Como casas de shows, produtores culturais e festivais fazem o som ser e acontecer.

POR QUE VOCÊ NÃO FAZ ASSIM?
Artistas do lineup do VENTO contam por que não fizeram o que o mercado esperava e como tal escolha reverberou positivamente em suas trajetórias profissionais. Liberdade e autenticidade, riscos e as diferentes interpretações do que é sucesso.

+ VENTO VENTILA
PIER _ sábado 13h e domingo 11h30
_quatro rodadas de trocas de ideias, experiência e reflexões sobre nossas casas (o mundo, o corpo, a mente, as emoções). Palestra? Não! É troca mesmo.

É TUDO NOSSO.
Moradores e visitantes de São Sebastião se encontram com o poder público para ouvir, falar, questionar, responder e sugerir soluções e reflexões sobre a atual e futura condição do litoral norte paulista.

OLHE PARA DENTRO E CONSTRUA UM NOVO MUNDO.
Convidados e participantes do VENTO FESTIVAL #3 conversam sobre a necessidade, importância, desconfortos, confortos e confrontos do autoconhecimento. Reflexões sobre quem topou o desafio de ir profundo e voltar com mais fôlego.

O PODER TRANSFORMADOR DA CULTURA.
Ativistas e produtores culturais se encontram com o poder público de São Sebastião e interessados, para abordar o papel e o poder da cultura como agente transformador da sociedade e do indivíduo.

COMO FAZ ISSO?
Produtores falam sobre produção musical, seus caminhos, vitórias, tombos e dúvidas, com dicas e apresentação de referências.

+ VILA VENTO #3
Feitos de mão e de coração
Produtores locais: a VILA VENTO é feita do trabalho deles. Para o público consumir de quem faz, para fazer a roda local girar e valorizar a casa que abre as portas para o VENTO. Nesta edição, a Vila Vento repete o formato do ano anterior com ainda mais opções de artes, comes, bebes e feitos locais para o público do festival. Assim o conceito da VILA se expande e todo mundo pode ganhar, junto.

+ NO VENTO TODO MUNDO DANÇA
Projeto Especial - Todo Corpo Dança
O VENTO FESTIVAL #3 chamou Artur Hiroyuki e Rodrigo Guima para dançar juntinho. Idealizadores e realizadores do projeto TODO CORPO DANÇA o duo estará em São Sebastião, convidando todos os interessados a (re)descobrir o corpo, o espaço e o tempo por meio da dança. Vai ser livre e orgânico. O TODO CORPO DANÇA alia exercícios de dança contemporânea e práticas de consciência corporal com o objetivo de estimular, pesquisar e descobrir mais profundamente o conhecimento pessoal-corporal de cada participante.

BIOS ARTISTAS VENTO #3
//ABAYOMY ORQUESTRA (RJ)
Abayomy é uma palavra de origem Yorubá, que significa “encontro feliz”. A expressão traduz certeiramente a banda que é a união de 13 músicos dedicados a divulgar o afrobeat e somar acentos nacionais à uma das batidas mais contagiantes do globo, criada por Fela Kuti. Pode-se dizer, aliás, que o mito nigeriano é o fio condutor da Abayomy, que se reuniu no palco pela primeira vez justamente para celebrar o nascimento do músico. O show se deu lá em 2009, no Rio de Janeiro, casa da banda que, desde então, rodou palcos diversos e gravou dois discos: o Abayomi Orquestra (2012) com produção de André Abujamra e Abra sua cabeça, (2016) com produção de Pupilo. Espere por sons autorias, experimentações, cânticos do candomblé, clássicos do afrobeat, versões de Jorge Ben, Marku Ribas, Tim Maia, Antônio Carlos & Jocafi e mais. E permita que o som reverbere no corpo, seguindo o ritmo e a energia Fábio Lima (Sax Tenor), Thiago Queiroz (Sax Barítono) Leandro Joaquim (Trompete), Marco Serragrande (Trombone), Mauricio Calmon (Teclados), Gustavo Benjão (Guitarra), Zé Vito (Guitarra), Pedro Dantas (Baixo), Alexandre Garnizé (Percussão), Cláudio Fantinato (Percussão), Rodrigo Laros (Percussão) e Thomas Harres (Bateria). Por último e mais importante, ela: Monica Avila no Sax Alto.

//ANELIS ASSUMPÇÃO (SP)
“Segura, suave, forte”, é Tulipa Ruiz quem adjetiva Anelis Assumpção e também a arte de Anelis Assumpção, cujo álbum mais recente é Anelis e os Amigos Imaginários. Tulipa e Anelis são contemporâneas, artistas contemporâneas, amigas de longa data, quase irmãs... são filhas da banda punk Isca de polícia. Ou seja, Tulipa tem mais do que conhecimento de causa para ‘biografar’ Anelis e por isso emprestamos aqui alguns trechos de seu texto, assim sem pedir permissão. “Anelis canta o amor, a individualidade, o tempo e os nós. É spiritual but not religious. Faz love songs unissex”, tem como não emprestar? “Depois de gerar um filho e digerir mais da vida, ela (Anelis) manda na lata ‘Cê tá com tempo? Eu tô aqui pra jogar conversa dentro’. E aí você desfragmenta de imediato”. E a gente completa dizendo que quando junta tudo, a coisa fica ainda melhor. É essa mulher, que é um show, quem sobe ao palco do VENTO FESTIVAL #3. Convoque os amigos e não esqueça dos imaginários.

//AVA ROCHA (RJ)
Ava Patrya Yndia Yracema Gaitán Rocha traz a sonoridade e o tropicalismo no nome, na arte, no DNA, na raiz. Multi artista, canta, cria e se entrega. É iluminadora, atriz, diretora de shows, figurinista, desenhista, cozinheira, produtora, poeta …. Ava é Ava, sem igual, autora de um dos discos mais celebrados do ultimo biênio, o homônimo Ava Patrya Yndia Yracema (2015), que rendeu crítica e público e artistas. Descrito como “deep and fun” por Ben Ratliff, em sua lista dos dez discos mais- mais de 2015, no jornal New York Times, o álbum levou o APCA de artista revelação no mesmo ano. E segue alterando a frequência cardíaca e respiratória de quem o confere ao vivo, com Ava no palco. Profundo e divertido. Longe da superfície. Duvida? Então vem conferir de perto (e de peito aberto) no VENTO FESTIVAL #3.

//ACAUÃ (Ilhabela)
O artista é a prata da casa do VENTO FESTIVAL #3 e do litoral paulista. É rapper, caiçara, compositor. Nasceu em Ilhabela e conquistou espaço na cena do rap paulistano, o berço do estilo no Brasil, todos sabem. Seu passe foram as letras que traduzem o folclore e a realidade de quem, como ele, nasce, cresce e se expande no litoral. Com o EP Salve Paim, de 2016, o artista deu voz a uma turma toda, quase esquecida ou pouco vista por olhos veranistas. Traduziu a vida caiçara em ritmo e poesia. E promete muito mais.

//BARRO (PE)
Barro é Filipe Barros, músico multi, produtor musical que explora as sonoridades de instrumentos eletrônicos e sampler ao vivo. Fará isso no palco do VENTO FESTIVAL #3, e ainda tocará guitarra, violão de 7 cordas com pedais e soltará a voz. E Barro não estará só, vem com sua banda, com Ricardo Fraga (bateria, sampler, spds e baixo) e Guilherme Assis (baixo, sintetizador, teclado e sampler). A união dos artistas e de suas sonoridades é um híbrido entre a música brasileira e o rock com canções ensolaradas com melodias fortes. A autodefinição é "pop brasileiro com sonoridades universais". A sensação que desperta é boa, boa demais.

//CRACA E DANI NEGA (SP)
“Eu sou agente da minha própria história (…) não tem como falar de mim sem falar do lugar da mulher negra. O microfone é o meu lugar de denúncia e questionamento”. A declaração dada à Noize, há um ano, define sua autora, a rapper Dani Nega, que, junto ao produtor musical e visual Craca, formam a dupla Craca e Dani Nega, que juntos lançaram recentemente o primeiro disco Craca, Dani Nega e o Dispositivo Tralha. Ela, mulher, negra, ele, homem, branco, alcançam uma sinergia certeira para realizar uma arte hipnotizante, feita de batidas raízes somadas às multiétnicas, de raiva e de amor, de resistência e de entrega, de som e de imagem (há projeções visuais que completam a narrativa). O som eletrônico de Craca é a base perfeita para as rimas e o claro discurso de Dani, que fala sério. O resultado dessa equação de opostos é um equilíbrio desconcertante, um manifesto musical político, poético e dançante.

//DO AMOR (RJ)
Fodido demais. Eis o nome do terceiro álbum do quarteto carioca Do Amor, e também uma frase ideal para definir o disco, lançado pela Balaclava Records em abril de 2017. Dançante, emocionante e – veja só – até maduro e equilibrado foram outros adjetivos empregados pela crítica especializada para classificar o mais novo trabalho dos músicos Dias Gomes, Callado (que acompanham Caetano Veloso com a banda Cê e mais ), Bubu (integrante das bandas Los Hermanos, de Tulipa Ruiz e mais ) e Benjão (parceiro também de Rodrigo Amarante, Lucas Santtana e mais). No VENTO FESTIVAL #3, os músicos apresentam a novidade sem deixar de lado o repertório de Piracema (2013) e Do Amor (2010), os dois álbuns anteriores da banda de multis.

//FRANCISCO, EL HOMBRE (Brasil / México)
#BatuquePunkTropicarlos. Tem hashtag, tem humor e tem ironia. Tem mexicano, tem brasileiro, tem explosão no palco, tem uma mina poderosa e tem som bom, autoproclamado como “transculturalismo transamericano ruidoso". A banda Francisco, El Hombre tem algo de fantástico e de fantasia. É formada pelos irmãos São Sebastián Piracés-Ugarte (voz, percussão e violão) e Mateo Piracés-Ugarte (vocal e violão), mais Andrei Martinez Kozyreff (guitarra) e Rafael Gomes (baixo e vocal de apoio). E, como já dito, Los Hombres tienem una mujer, Juliana Strassacapa (vocal e percussão), que faz a soma ficar redonda, o círculo fechar e o som acontecer, meio apoteótico, meio teatral, completamente autêntico. O quinteto conta com o EP La Pachanga! e um álbum autoral, o SOLTASBRUXA (2016), produzido por Zé Nigro, com participações de Liniker e Apanhador Só. As músicas são cantadas em espanhol com sotaque brasileiro e em português com sotaque espanhol. Sugere-se não perder tempo com rótulos e definições.

//MACACO BONG (MT)
O álbum Artista Igual Pedreiro vai completar 10 anos no ano que vem. Vai tempo, né? E o melhor: continua impecável, instigante, genial. Não depreciou, pelo contrário tornou-se atemporal, sem prazo de validade. Um clássico? Quem sabe? Fato é que neste decênio a banda Macaco Bong mudou sua formação e manteve a essência que dá fôlego à uma carreira de quase 15 anos de história, de som instrumental, visceral, lisérgico. E o tempo só fez bem ao som da Macaco, que trilhou caminhos independentes e inovadores, colhendo prêmios, o reconhecimento da crítica e a entrega do público, que é fiel ao modelo único no cenário nacional. É com essa energia, autenticidade e maturidade que o power trio sobe ao palco do VENTO FESTIVAL #3. No set, músicas do clássico Artista Igual Pedreiro (2008), This Is Rolê (2012) e Macaco Bong (2014), mais improvisações, free style e surpresas. Guenta!

//METÁ METÁ (SP)
Os três músicos do Metá Metá (Juçara Marçal, Thiago França e Kiko Dinucci) gravaram o terceiro disco do trio, o MM3, em três dias de 2016 (respectivamente 21, 22 e 23 de março). E tem mais três aí, uma vez que Metá Metá, um termo Yorubá, significa "três ao mesmo tempo". O trio é reconhecido e aclamado pela qualidade musical e por unirem elementos da canção brasileira com jazz, rock e com a cultura afro-brasileira difundida pelos cultos afro- religiosos (candomblé) de influência Yorubá. Em MM3 essa linguagem afro é ainda mais latente, uma vez que o trabalho apresenta também referências e sons da África do Norte, de países como Marrocos, Etiópia, Niger e Mali. Pense em êxtase, catarse e transe, sensações comuns nas apresentações do trio e saiba que foram elas que guiaram a gravação (ao vivo) do mais atual trabalho e que elas estarão vivas no palco do VENTO FESTIVAL #3.

//MOMBOJÓ (PE)
Praia e Sol. O Mombojó escolheu esse nome para o show que apresentará no VENTO FESTIVAL #3, em São Sebastião. A apresentação faz parte do projeto "Mombojó lo-fi". O que é isso? Um repertório mágico, com faixas do Summer Long, EP de 2015, e hinos (sim, hinos) dos álbuns anteriores: Nada de Novo (2004), Homem Espuma (2006), Amigo do Tempo (2010), 11o aniversário (2011) e Alexandre (2014). Ou seja, um set list para cantar junto, bailar e celebrar os 15 anos da banda pernambucana que segue compondo trilhas para muitos verões e para todas as demais estações, com sensibilidade e tempero manguebeat.

//MULAMBA (PR)
A última surpresa que entrou para o lineup. A banda das minas curitibanas foi a vencedora de uma votação pública que começou há 3 meses. São seis mulheres super poderosas que flertam com o rock e - munidas de instrumentos de cordas, percussão e vozes de peso - conquistaram o público que votou no nosso open mic.

//NEGRO LEO (RJ)
Em seu recém-lançado Água Batizada, o cantor, compositor e instrumentista maranhense apresenta canções batizadas por uma especial mescla de psicodelia pop. Tame Impala e Zé Ramalho estão entre as influências. E a distância entre um e outro faz a flecha e a extensão das boas viagens deste que é o terceiro álbum do músico, em três anos Ilhas de Calor (2014) e Ninõs Heroes precedem a novidade. Sim, Negro Leo é um sujeito intrépido, rico em energia e talentos, e escancara tais qualidades in loco, no palco. Desdenha do rótulo “experimental”, prefere pop, talvez por ser mais democrático, simples e livre, como ele. É parceiro musical de Ava Rocha, contou com a colaboração de Dias Gomes (Do Amor) em uma das 13 faixas de Água, e de muitos outros artistas que, como ele, são do agora já, envolvidos, generosos e atuantes.

//PAULA CAVALCIUK (SP)
Cantora, compositora e intérprete, Paula Cavalciuk é a artista caçula do lineup do VENTO FESTIVAL #3. Ela chega com o disco Morte & Vida (2015), com produção de Gustavo Ruiz (Tulipa) e Bruno Buarque, mais colaboração de Kiko Dinucci (Metá Metá) e elogios de Gilberto Gil, que, por meio de suas redes sociais, indicou a música “Maria Invisível” para seus milhares seguidores. Paula é do interior paulista, de Sorocaba, e chega ao Vento com a #MorteEVidaTour, que passou pelo nordeste e pelo interior paulista em 2017. A moça define seu estilo como pop planetário e tem uma voz, que só ouvindo ... linda. É ativista, acredita no feminismo como ferramenta dentro e fora dos palcos. É chegada em um rock e em uma sutileza. É fresh. Vale muito (com)provar!

//TONO (RJ)
“Um som inconfundível é raro. Um som inconfundível que parece chegar sem esforço, leve e descontraído, é mais raro ainda”. Quem diz isso sobre a Tono é Arto Lindsay, o cara. A banda, por sua vez, é composta por outros caras de valor na música contemporânea e por uma mina, a Ana, a Mãe Ana, artista incrível que é casada com Bem Gil, músico inventivo, que, sim, é filho de Gilberto Gil, e colaborador de Jorge Mautner, e é também amigo de Bruno Di Lullo, sujeito notável, tocador de baixo na Tono e de outros mil projetos, e colaborador de artistas como Gal Costa, com quem, aliás, o baterista da Tono, o Rafael Rocha, também já fez parceria. Com ela, com Moreno Veloso, com Jorge Mautner. A Tono é assim: uma banda feita de amigos talentosos, generosos, multi instrumentistas, polivalentes. Todo mundo faz de um tudo e um tudo muito bom. Talvez por isso o som seja tão sem esforço, como diz Lindsay, e tão cativante. Espere pelo espontâneo com muita técnica no palco do VENTO FESTIVAL #3. E saiba que esta será a primeira vez dos cariocas no litoral paulista. Yeah!

// FREE BEATS (SP)
São Sebastião está na certidão de nascimento de Mauro Farina, produtor, idealizador e pai da FREE BEATS. Mas ali poderia estar Berlim, Londres, Nova York, São Paulo ou qualquer outra metrópole do mundo. Ou melhor, ali poderia estar a expressão “do mundo”. Polivalente e valente, Mauro é desses caras de todo lugar, de cabeça aberta e espírito livre. Seu projeto (de vida, aliás), a FREE BEATS, é a síntese de tudo isso: um acontecimento realizado para unir pessoas em torno da música, sem ingresso, dresscode ou preconceitos, com colaboração, diversão e troca, na rua, no lugar de todos, para todos, no espaço público e para o público, a massa, desde 2012. Tem gente que chama a FREE BEATS de festa. É festa, mas é mais que isso. São catarses coletivas, realizadas com frequência livre, e que espontaneamente acabam por questionar o que se entende por utopia. É gente sendo livre, dançando em um escapismo necessário. É a escolha de Mauro, o MC do VENTO FESTIVAL, produtor e curador da OCA Vento e sujeito (muito) sangue bom.
 
Vento Festival 2017
De 15 a 18 de Junho
Rua da Praia – São Sebastião
A partir de 13h
Gratuito
Facebook 

 

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