Bodyboarders visitam os tubos das Ilhas Cook

Bodyboarder santista Duda Ferreira Jr relata oito dias de muitos tubos numa ilha paradisíaca do Pacífico Sul.

por Duda Ferreira Jr., 07/08/2017
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Eu me lembro de quando era pequeno e lia a respeito de picos desconhecidos, remotos, com pouco crowd e ficava fissurado.

As décadas foram passando e quando me vi estava morando em um dos lugares mais crowds do mundo, na meca do surf e do capitalismo!

Não posso reclamar, afinal não são todos que conseguem sobrevier a mais de 10 temporadas havaianas!

Hoje é muito difícil conseguir fazer uma barca para um lugar pouco explorado, mas dei sorte de poder realizar esse sonho - mais de uma vez.

Mas o destino nos leva à lugares e situações que fogem ao nosso controle. E quando abri meus olhos estava eu na Nova Zelândia, um dos lugares mais lindos do planeta, com altas ondas, muitas ainda nem sufadas e com um crowd absurdamente tranquilo!

Mas a vida é uma caixinha de surpresas! Estava pensando em ir para a Austrália, surfar e visitar uns amigos, mas um amigo mostrou uma foto que mudou a direção da minha bússola.

Às vezes a vida é assim, você levanta a vela e segue o vento!

E os ventos sopraram para uma ilhazinha, um pontinho no meio do pacifico, uma ilha chamada Cook. E os própios locais me pediram para divulgar o nome desta ilha.

Acabei indo com um grupo de amigos de diferentes nacionalidades - um francês e dois bodyboardes das Ilhas Canárias.

Cheguei lá e fui recepcionado por um local chamado Eric, uma das pessoas mais gente boa que conheci nesses anos de surf e de viagens. Ficar na casa de um local é sempre a melhor pedida e ele nos levou para picos alucinantes, sendo o maior crowd em oito dias somente quatro pessoas no mar!

Surfamos uma onda chamada Ruatuki, uma direita muito buraco com sessões profundas de tubo. Infelizmente, no primeiro dia Eric se machucou e perdemos nosso guia. Depois, surfamos algumas ondas incríveis em Avana e Socials.

A qualidade e a quantidade de ondas, bem como as condições do vento são absurdamente propícias ao surf.

A ilha em si é muito pequena, 45 minutos de scooter e você completa uma volta completa em torno dela!

Praias paradisiacas sem absolutamente ninguém, pôr do sol em um dos barzinhos na beira da praia com cerveja gelada, muito barata, me fazem pensar se conseguirei ter outro destino de surf.

Existem varias outras ilhas solitárias esperando por você, sua mochila e sua prancha! Arrisque-se. Sempre vale a pena!

Fotos: Jean Pierre Macumba / Instagram

O bodyboarder Duda Ferreira Jr. é santista e até já defendeu o gol do juvenil do Santos FC. Nas horas vagas, pega altos tubos.

 

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