Fernando Mesquita - Tinta e água salgada

Artista prepara instalação com pranchas de oito modalidades no Festivalma XII

por Redação Alma Surf, 10/04/2017

O Festivalma XII acontece nesta semana em São Paulo (13/4) e no Rio de Janeiro (15/4) com apresentações gratuitas de bandas brasileiras e estrangeiras, mas a programação cultural vai muito além e inclui uma instalação do premiado artista Fernando Mesquita.

Organizada com pranchas dos esportes que derivam do surf, a montagem conta com dezenas de peças e foi inspirada na variedade e na popularização da cultura de praia pelo mundo, sobretudo entre os povos do Oceano Atlântico, inspiração desta décima segunda edição do festival.

Um dos curadores do evento em 2017, Mesquista participou de todos os Festivalmas anteriores como artista e está entre os pioneiros do mercado editorial e publicitário do surf no Brasil. Ele conta que a ideia da instalação é celebrar o “veículo, a prancha, objeto primordial e mágico desses esportes”.

A equipe da Alma Surf bateu um papo com Fernando, que contou um pouco da sua história, de suas participações no Festivalma e dos seus 46 anos de surf.

AS Como você começou nas artes em geral?
FM Com seis anos ganhei de Natal minha primeira caixa com tinta óleo, telas, pincéis e cavalete. Aos oito anos estava expondo na Folha de S. Paulo. Aos dez, ganhei meu primeiro prêmio em uma exposição no Embú, cidade referência em arte.

AS E você fez carreira em agências de publicidade, certo?
FM Sim, desde os 16 anos e já trabalhei nas maiores agências do país. Fui muito bem sucedido e ganhei grandes prêmios, como o Leão de Ouro em Cannes, o Grand Prix no Festival Brasileiro de Publicidade e etc.

AS E sua paixão pelo surf, vem de onde?
FM Nem lembro quando me apaixonei pelo surf. Sei que com meu primeiro salário comprei minha primeira prancha, aos 16 anos. Desde então, nunca mais parei de surfar.

AS Você participou da equipe de criação da Revista Fluir?
FM Sim, participei. O Romeu Andreatta, proprietário da Alma Surf, é meu amigo pessoal e naquela época, começo dos anos 1980, éramos da mesma turma de surfistas. Certo dia, tivemos um “insight” e ele me perguntou: vamos fazer uma revista de surf? Tem a manha? Respondi prontamente que sim e o resultado todo mundo conhece.

AS E sua relação com o Festivalma e com a Alma Surf? Você expôs em todos os 11 eventos e pela primeira vez está na curadoria do projeto.
FM Eu fui o responsável pelo primeiro projeto gráfico da revista Alma Surf, atual plataforma de eventos e mídia. Do Festivalma, fiz o primeiro logo, a primeira comunicação visual. Neste ano, fazer a curadoria é um mais que um prazer. Além disso, fiquei honrado com o convite para fazer uma instalação.

AS Fale um pouco dessa instalação.
FM O conceito da instalação é celebrar o veículo, a prancha, objeto primordial e mágico desses esportes e também a integração e a interligação entre as oito diferentes modalidades que derivam do surf. Ao mesmo tempo, quero apresentar a magia que as pranchas, assim como o Oceano, despertam e exercem sobre nós.